
Inauguração: 10 de janeiro a 27 de fevereiro de 2026.
Segunda a Sexta, 15h às 19h.
Entrada livre.
A exposição Coletiva de Autores — múltiplos olhares! reúne, no espaço da Filantrópica da Póvoa de Varzim, um conjunto diversificado de artistas que trabalham nos domínios da pintura e da fotografia. Mais do que uma reunião de obras, esta mostra propõe um espaço de encontro entre diferentes percursos, gerações, linguagens e experiências, refletindo a pluralidade de olhares que hoje constroem o panorama artístico contemporâneo.
O título da exposição assume essa diversidade como ponto de partida. Cada autor apresenta uma forma própria de observar, interpretar e representar o mundo, revelando que o olhar nunca é neutro: é moldado pela memória, pela vivência pessoal, pelo contexto cultural e pelo tempo histórico. Como refere John Berger, em Ways of Seeing, ver é sempre um ato condicionado, atravessado por experiência e conhecimento. As obras aqui expostas convidam, assim, o visitante a reconhecer essa multiplicidade e a confrontar-se com diferentes modos de ver.
A presença conjunta da pintura e da fotografia reforça esse diálogo. Tradicionalmente entendidas como linguagens distintas — a pintura associada ao gesto, à matéria e ao tempo da construção, e a fotografia ao instante e à captura do real —, estas práticas surgem nesta exposição em estreita relação. Muitas das obras revelam aproximações, contaminações e cruzamentos, mostrando como, na contemporaneidade, as fronteiras entre disciplinas se tornam cada vez mais permeáveis.
Na fotografia, encontramos trabalhos que vão do registo documental à abordagem mais conceptual e poética, abordando temas como a paisagem, o corpo, a condição humana, o território e a memória. Na pintura, as obras percorrem um amplo espectro entre figuração e abstração, entre narrativas pessoais e leituras mais universais, explorando a cor, a forma, o desenho e a matéria como meios de expressão e reflexão.
Esta exposição não pretende impor um tema único nem uma leitura fechada. Pelo contrário, valoriza a diversidade como elemento central, convidando o público a construir o seu próprio percurso através das obras. À luz da reflexão de Nicolas Bourriaud em Estética Relacional, cada trabalho pode ser entendido como um ponto de contacto — entre o artista e o espectador, entre a obra e o espaço, entre a experiência individual e a partilha coletiva.
Inserida na Filantrópica, espaço historicamente ligado à vida cultural e associativa da cidade, esta mostra reafirma a importância da arte enquanto lugar de encontro, diálogo e reflexão. Múltiplos olhares é, assim, um convite à observação atenta e à fruição sem pressa, estimulando o visitante a olhar, sentir e pensar a partir das imagens que tem diante de si.
Armando Bento
Póvoa de Varzim, janeiro de 2025
Referências bibliográficas
BENJAMIN, Walter — A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica
BERGER, John — Ways of Seeing
BARTHES, Roland — A Câmara Clara
BOURRIAUD, Nicolas — Estética Relacional
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AUTORES (DADOS E BIOGRAFIA)
AUTORES DE OBRAS DE PINTURA
OLIMPIA BARBOSA
Nasceu na freguesia de Santa Marinha, Vilna Nova de Gaia. Exerceu a profissão de bancária. Gosta de escrever, e em 2007 lançou na Biblioteca de V.N. de Gaia o romance “Caminhos de Outono”. Participou em noites de poesia.
Fez em 1998 um curso de fotografia artística manual a preto e branco, com o prof. Jorge Viana Basto. Expôs coletiva e individualmente, ganhou diversos prémios e menções honrosas.
Estudou História de Arte e da Pintura, frequentou cursos de desenho e pintura, atelieres e workshops. Começou a pintar em 1997. Participou em muitas exposições coletivas e realizou vinte exposições individuais. Tem trabalhos inéditos, criações, e muitos estudos de grandes mestres. Passou pelo hiper-realismo, surrealismo, interpretações fotográficas, geométrico e abstrato. Tem especial predileção pelo tema “Mulher”.
ANDRÉ CARVALHO
Nascido e criado, tem 32 anos e vive no Porto.
É licenciado em Artes Plásticas, no ramo de Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da universidade do Porto.
Fundou o atelier Espaço Contínuo, no Porto, onde desenvolve o seu trabalho.
Expõe regularmente o seu trabalho de Desenho e Pintura desde 2014.
Pretende, através da Pintura, do Desenho e da Escultura, explorar a poética dos momentos comuns, das atmosferas dos espaços e das efemérides que nos constroem.
DOMINGOS LEITE DE CASTRO
Natural de Matosinhos, nasce em 1957 e reside em Vila do Conde desde a infância. Conclui o curso de arquitetura na FAUP, tendo a pintura como atividade extra curricular. Trabalha até 2013 na área da arquitetura e urbanismo.
A partir de 2014 dedica-se à pintura a tempo inteiro, experimentando desde então várias técnicas como encáustica, pintura acrílica e óleo e técnicas mistas.
Faz da experimentação e da descoberta durante o processo criativo um dos motes da sua pintura.
Tendo participado em diversas exposições coletivas e individuais as suas obras fazem parte de coleções individuais não só em Portugal, mas também na Europa, Ásia e Estados Unidos.
JOSÉ MESQUITA
Nasceu em 1956 na cidade do Porto (Campanhã). Autodidata, teve formação na cooperativa ‘Árvore’, Escola Soares dos Reis e Faculdade de Letras do Porto. No início identificou-se com os movimentos artísticos ‘Land Art’ e ‘Art Povera’, privilegiando a natureza e materiais de fácil acesso, adquirindo simultaneamente o espírito e conteúdos desses enquadramentos. Atualmente com o advento da ‘Art Brut’, viu um conceito novo, em que os cânones foram abolidos, e os artistas de uma maneira livre e sem influências, acabaram por entrar no complexo mercado artístico. A escultura é a sua disciplina de eleição, recorrendo a materiais orgânicos (couros/peles, ossos, madeira, etc), ferro, pedra, cerâmica e têxteis. Grande parte do seu trabalho baseia-se na cultura neolítica do nosso país.
ÁLVARO PECEGUEIRO
Nasceu na cidade do Porto em 1953, é licenciado em Design de Comunicação e mestrado em Gestão Artística e Cultural.
Participou em várias exposições coletivas de pintura e, atualmente, trabalha como freelancer em ilustração e design, colaborando com várias editoras da cidade do Porto. Dedica-se também à escrita e ilustração de obras para a infância e juventude, de sua autoria e de outros autores.
O artista constrói a sua pintura figurativa a partir de um universo imaginário e poético profundamente ligado à infância. As suas obras evocam memórias, sonhos e sensações, onde a realidade se mistura com a fantasia. Personagens, cores e cenários surgem como fragmentos de lembranças reinventadas, criando narrativas visuais que convidam o observador a revisitar o olhar sensível e curioso da criança.
JOSÉ EDUARDO SIMÕES PEIXOTO
Nasceu na cidade do Porto em 1966. Concluiu o Curso de Design de Equipamento e Interiores na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, frequentou a Faculdade de Belas Artes do Porto e iniciou a sua atividade profissional como designer/criativo numa agência de publicidade da cidade do Porto. Durante dois anos lecionou design e projeto, dedicando-se posteriormente ao design, à ilustração, ao vídeo e à fotografia, como freelancer. Autor de livros infantis, ilustrador de inúmeras obras de autor e educacionais, premiado na área do design, onde se destacam os cartazes do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto, dos anos de 1992, 1993 e 1996 e Prémio de Design Regis organizado pelo Centro Português de Design. Participou em inúmeras exposições de fotografia, desenho, pintura e instalação vídeo. Em 2008 fez a sua primeira obra cinematográfica, a curta metragem “Vision”, que foi exibida e selecionada em vários festivais, tais como, o Fantasporto (Festival Internacional de Cinema do Porto) e o Cine esta (The Film Foundation de Puerto Rico). Em 2009 concluiu a sua segunda obra, a curta metragem “Closed” que foi exibida, pela primeira vez, na Bienal Encontrarte e, posteriormente, selecionada em vários festivais nacionais e internacionais.
GABRIELA CARRASCALÃO
Gabriela Carrascalão nasceu na Fazenda Algarve, em Timor-Leste a 29 de março de 1949.
Cedo começou a pintar como autodidata, tendo depois ingressado na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa onde teve como professores, Mestre Escultor Lagoa Henriques, Mestre Helder Neves, Mestre Clara Meneres, e Mestre Gil Teixeira Lopes, entre outros. Como pintora, desenvolveu um estilo muito próprio entre o Impressionismo Étnico, e a mestiçagem, o que lhe dá um perfil peculiar e único. Influenciada pela luta do seu Povo pela independência podemos dizer que a sua pintura reflete a alma de Timor-Leste numa arte para o Mundo. É casada com o compositor, poeta e músico José Cid e reside atualmente em Mogofores.
“Gabriela Carrascalão faz parte de uma elite restrita de artistas Timorenses de que muito nos orgulhamos.
Desde cedo revelou sensibilidade da alma, e delicadeza das mãos para retratar em tela a beleza da Natureza e da Humanidade de forma sedutora, realçando a magia da nossa ilha, enfeitiçada e sagrada, mas também, consegue retratar os dramas e sofrimentos por que passou.
A Gabriela eleva-se no patamar de grandes nomes que transmitem em tela, com uma forte intensidade, os factos e eventos que resultam da acção humana, boas e más. Ela faz-nos sair do nosso dia a dia, e nos guia pelos caminhos da vida.
Gabriela Carrascalão, mulher serena e simples, alma generosa, devota à sua terra de origem, Timor-Leste, abrange na sua arte, (agora na terra da Serra da Estrela), o Ramelau e daí…Himalaias!
A Gabriela nos faz orgulhar, de sermos Timorenses e de sermos deste Mundo.”
José Ramos Horta
(Nobel da Paz)
GUEDES TSANE
Guedes Tsane é um artista plástico moçambicano que se dedica a diversas formas de expressão visual, incluindo pintura, cerâmica e desenho.
As suas principais atividades em 2025 incluem:
Exposições em Portugal: Em outubro de 2025, participou na mostra coletiva “Envolv_Art”, realizada na Liga dos Combatentes do Porto e no Palacete Visconde de Pereira Machado.
Temática e Obras: O seu trabalho reflete vivências em Moçambique. Uma das suas peças de destaque é intitulada “Meninos de Ninguém”, que aborda questões sociais baseadas numa fase da sua vida no seu país de origem.
Para além da sua carreira artística exerce a função de cozinheiro no restauranet Lota Ibérica.
ANTÓNIO MACEDO (Porto-1955)
1973-75: Frequenta a Escola Superior de Belas Artes do Porto nos cursos de pintura e escultura. Emigra para
Inglaterra, onde continua a desenvolver a sua arte seus estudos. Mais tarde obtém o grau de B.A. pela Open
University (U.K.)
1975-1994: Exposições individuais: Fundação Eng. António de Almeida (Porto) (3 exposições), Galeria do Museu
Municipal de Aveiro, S. M. da Feira, Galeria Nazareth (Porto), Galeria Euroarte (Lisboa), Fundação António Cupertino
de Miranda (Porto). Coletivas: Exposição de Verão da Royal Academy (Londres), Gillridge Gallery ( East Sussex- R.U.),
W.H. Patterson ( Londres), , Ateneu Comercial (Porto), York Gallery ( Tunbridge Wells-R.U.), National Society (
Londres), R.B.A. ( Londres), Galeria da Liga dos Combatentes (Porto), 1ª Exp. de artes plásticas de Aveiro,
Corporação Mitsokushi (Tóquio), Christopher Wood Gallery (Londres), O Porto e outras terras do norte – Exponor,
Galeria Davinci (Porto), R.O.I. (Londres-1º prémio Stanley Grimm), Galeria Símbolo ( Porto), R.B.A.(Londres), S. N. de
Belas Artes (Lisboa), Espaço Cultural Entremuros (Porto), S. M. da Feira ( 5 exposições), Convento do Beato (Lisboa-
2 exposições), Salão Jardim-Coliseu (Porto), Galeria Forma (Braga), Galeria Euroarte (Lisboa), Europarque (Feira),
Galeria Mellado (S.Lorenzo del Escorial), Galeria Cordeiros (Porto).
1998-2010: Exposições individuais: Galeria Cordeiros (4 exposições), “Sala da Cidade” (Coimbra). Coletivas: Galeria
Cordeiros (15 exposições), Arte moderna e contemporânea –Alfândega (Porto), Centro de Congressos do Estoril,
Expo 98, Bienal de arte de V. N.de Cerveira (2 participações), Menção de Honra – Bienal de arte de Placência
(Espanha). Feiras: Art Madrid (3 participações), Fiart Valência, Marbella.
2011-2014: Coletivas: 60 years- 60 artists- Modern and Contemporary Art- Museu Mystetsky Arsenal (Kiev-Ucrânia),
Galeria Cordeiros (3 exposições), Figurativas 2013- Fundació de les Arts i els Artistes (Barcelona), Galeria Vera Lúcia
(Porto). Feiras: Art Madrid (2), Puroart-Vigo, Fiart Valencia, Beirut Art Fair, Art Moscow, Art Toronto, Contemporary
Istambul, Art Monaco, Zona Maco ( Mexico), India Art Fair (Nova Delhi), Art Stage Singapore , Silicon Valley
contemporary- (S.José- California).
2015-2016: Coletivas: “Una otra realidad” – Centro Cultural La Vaguada (Madrid), Fundación Arcilla (Madrid), Galeria
Cordeiros (Porto), Galeria Bombarda (Porto), Cordoaria (Lisboa). Feiras: Art Miami.
2017: Exposições individuais: Castelo de S.M. da Feira. Galeria do Casino do Estoril. Coletiva: Galeria Olívia Reis,
Espinho, Bienal de Arte de Arcos de Valdevez
2019-2025: Exposições individuais: Galeria Ap’Arte (Porto), Auditório Municipal de Gondomar, Casa da Cultura-
Paredes
Coletivas: 3ª e 4ª Bienal de Gaia (artista convidado) – Casa Museu Teixeira Lopes, Bienal de Arcos de Valdevez,
Galeria SBN- (5 exposições), Galeria Geraldes da Silva
RETRATOS: Entre os numerosos retratos que tem realizado estão os de: S. Exa. Sr. Presidente da República Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, S. Exa. Presidente da Assembleia da República Dr. António Almeida Santos, D. Armindo Coelho, D. Manuel Clemente), D. António Francisco (Bispos do Porto), D. António Ribeiro, Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Sebastião Soares de Resende (1º Bispo da Beira), Dr. Artur Maurício e Dr. Luís Nunes de Almeida (Tribunal Constitucional). Dr. Sebastião Feyo de Azevedo (Reitor da Universidade do Porto), Dr Sérvulo Correia; Eng. Ilídio Pinho, Representado por vários retratos na A.E.P.(Porto), Igreja dos Clérigos, Unicer, Academia Militar (Lisboa), Universidade Católica (Lisboa) e muitas outras coleções públicas e privadas.
MADALENA AIRES
Nasceu no Porto (1980). Iniciou a sua a vidade como arquiteta (Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, FAUP) no Porto, donde seguiu para Lisboa e Inglaterra. Durante esta fase intensificou e reforçou a sua vocação ao desenho, com a vidade profissional, como arquiteta cria va no gabinete Broadway Malyan Architects. Fez formação em desenho e pintura na Slade School of Fine Art (UCL) e em Central Saint Mar ns (UAL) em Londres. Madalena é uma artista representada pela galeria Saatchi Art, convidada a par cipar em coleções; obteve publicação no Ar t Issue 13. Recebeu menção de mérito ar s co em 2021 Luxembourg Art Prize, prémio artistico organizado pela Pinacothèque, no museu privado localizado no Grand Duchy of Luxembourg e; participação em 2021 The Sunny Art Prize, patrocinado pelo Art Council England. Tem colaborado em exposições coletivas no quarteirão das artes de Miguel Bombarda, e com diversos contributos plásticos para obras literárias, incluindo para “O Ascensor de Sombras”, com atribuição do Prémio Literário Natália Correia, 2021 e; “Manual de Relentos”, do autor José Pedro Leite. A obra de Madalena Aires desenvolve-se a par da pintura como campo de investigação da matéria, da cor, da perceção dos elementos efémeros, demarcando uma associação entre a ideia de aparente invisibilidade e riqueza plástica nos elementos que descreve. “No universo diário desenfreado, desconetado, por vezes desumanizado, a expressão do meu trabalho serve apenas como uma pequena chamada de atenção para a relevância do ser no presente e no agora, mais ligado às emoções. Pretendo captar a imagem abstrata e imaterial, no entanto pura e autêntica, da qualidade plástica da matéria e das superfícies”. Pode na sua exploração exis r uma expressão de sugestão realista, que serve como força magnética, de poder atra vo, como um truque da mente, abrindo delicadamente a janela para uma visão poética. O trabalho da artísta tende a evoluir para uma abordagem mais espontânea e reflexiva, mais compatível com a essência de sua criação. Através de uma palete densa e saturada, o trabalho explora estados de acúmulo, sobreposição, tensão e maturação. Momentos suspensos no tempo que antecedem a transformação. A superfície pictórica torna-se assim um espaço de foco e exploração, um convite à degustação imagética/pictural, onde o olhar é convocado a percorrer a imagem de forma lenta, envolvente e sedutora. A produção da ar s ca afirma-se assim como uma experiência sica e silenciosa, em que o tempo, o corpo e a perceção se cruzam no mesmo campo visual.
DAVID CAPELA
Nascido a 1996 (Portugal), Mestre pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em Artes Plásticas ramo Pintura (2021), e Mestre em Ensino de Artes Visuais pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (2023). Em 2024 recebe uma menção honrosa na XIII Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde e participa na exposição coletiva “Professor Creator” (Póvoa de Varzim). Em 2023 participa na coletiva “A Flor Tossiu” (Camponeza, Coimbra). Em 2022 recebe uma menção honrosa de autor no 20º Concurso Aveiro Jovem Criador. Em 2021 realiza a exposição individual “Só porque foi e voou” (oMuseu, Porto). Em 2020 participa na exposição “Atanor” (Ermesinde), “Um ano depois” (Galeria AP’ARTE, Porto) e na XI Bienal Internacional de Vila Verde. Em 2019 participa na exposição “Entre Tanto” (CACE, Porto), “Presenças” (Galeria AP’ARTE, Porto), e no congresso ICOCEP.
OLGA MARABUTO
A minha mãe diz que nasci com o lápis na mão, o meu suporte favorito eram as paredes lá de casa. Mas cresci e a vida levou-me para outros percursos. Depois de viver em cidades tão dispares como o Rio de Janeiro e Londres e ter absorvido esses modos de vida tão diferentes e intensos, no regresso ao Porto, cidade onde nasci, ganho finalmente coragem e atiro-me de cabeça ao que sempre soube fazer. Depois de frequentar vários cursos internacionais em várias técnicas desde lápis de cor, passando pelo carvão descobri o que me faz feliz, os pincéis e o óleo sempre com base no realismo.
Trago-vos aqui um tema que me tem entusiasmo bastante, as flores.
ALVARO MACEDO
Pintor autodidata e colecionador, tem participado em várias exposições e realizado alguns workshops onde partilha a sua paixão pelas artes plásticas e o colecionismo.
AUTORES DE OBRAS FOTOGRÁFICAS
DINIS MATOS PONTEIRA
Técnico reformado da DRATM, nascido em 1951, natural de Dornelas, concelho de Boticas, vivendo atualmente em Chaves. Colaborou durante vários anos no atelier do Pintor Flaviense Nadir Afonso.
Tendo a fotografia por um dos obis, participou em algumas exposições coletivas:
Feira do Mel –Boticas
Gallaecia 90
Museu Municipal – Chaves
Museu Flaviense ( Os Jovens e a Arte) 1990 – Chaves
Intertâmega 1991 – Chaves
Feira de S. Mateus, Macedo de Cavaleiros
Exposição Coletiva ( Reflexosonline.com) a favor da Liga P. Contra o Cancro – Estúdio 14 – Samouco-Alcochete
Participei em várias exposições coletivas –
Chaves Viva – Em Chaves
RUI CARIA
Fotojornalista português, natural da Nazaré. Colabora com vários órgãos de comunicação social e agências de comunicação em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho fotográfico é reconhecido por editores das mais diversas publicações e as suas imagens estão publicadas em vários livros de fotografia internacionais. Rui Caria é mestre em Comunicação e Media e é orador em eventos dedicados à comunicação visual, fotografia e fotojornalismo. Tem artigos sobre fotografia e imagética publicados na imprensa nacional e internacional. Com um corpo de trabalho fotográfico exposto em diversos países, Rui Caria foi finalista e vencedor de vários concursos de fotografia, incluindo o Sony World Photography Awards.
Dos trabalhos fotojornalísticos e documentais produzidos destacam-se a guerra na Ucrânia, em 2022, para onde foi durante 40 dias como enviado especial da SIC Notícias, e a cobertura, em 2017, de uma missão FRONTEX no mar mediterrâneo central onde permaneceu 34 dias a fotografar as rotas dos migrantes ilegais e refugiados. Ambos os trabalhos foram destacados mais tarde; o primeiro no livro Ukraine: A War Crime, e o segundo foi premiado como a série fotojornalística do ano de 2018 pela Monovisions Photography Awards Magazine.
O trabalho de Rui Caria centra-se nas questões sociais, nos direitos humanos e no ambiente. Tem particular interesse em documentar a vida das pessoas comuns e os desafios que enfrentam. O seu trabalho é uma contribuição para o campo do fotojornalismo, divulgando alguns dos temas mais fraturantes das sociedades.
ANDRÉ BOTO
André Boto, nascido em 1985 e natural de Silves, é um fotógrafo português especializado em trabalho fotográficos nas áreas de decoração, hotelaria, arquitetura, interiores e indústria. Além disso, destaca-se pela sua habilidade em pós-produção em Photoshop e em projetos criativos e conceptuais, que refletem a sua formação artística e o profundo interesse pelas artes visuais. Ao longo da sua carreira, tem colaborado com diversas empresas, oferecendo soluções visuais inovadoras e impactantes, que contribuem para a comunicação e valorização das marcas. Com uma forte base no design e nas artes, dedica-se a criar imagens que contam histórias e desafiam a perceção, muitas vezes inspiradas por mestres como M.C. Escher, Salvador Dalí e René Magritte. A sua dedicação à arte fotográfica tem sido reconhecida em vários concursos internacionais, destacando-se as seguintes distinções: • Medalha de Ouro na categoria Ilustrativa na World Photographic Cup 2025; • Fotógrafo Europeu do Ano 2024, 2023 e 2010, pela FEP; • Medalha de Ouro na categoria Ilustrativa na World Photographic Cup 2024; • Vencedor global do “Photographic Artist Prize 2023” no concurso “Australian Photographic & Videography Prize”, Austrália; • Vencedor da categoria “People” nos Global Photo Awards 2023, Áustria; • Vencedor global do IIC 8th Annual International Photographer of The Year 2023, Canadá; • Vencedor do concurso de fotografia Allard Prize, Canadá; • Vencedor global dos Cosmos Awards 2022, Grécia; • Vencedor global dos Creative Photo Awards 2022, Itália; • Vencedor global WPE Awards 2021 e 2022, França; • Medalha de Ouro em “Advertising” nos PX3 Awards 2022, E.U.A.; • Vencedor global do One Eye Land World’s Top10 Still Life Photographers 2021, India
DANIEL CURVAL
Nasceu em 1968 na Póvoa de Varzim e é fotógrafo FineArt há mais de 30 anos. Realizou formação em Fotografia pelo IPP – Universidade do Porto. Atualmente trabalha com equipamento fotográfico digital.
Tem um vasto arquivo de trabalhos produzidos com equipamento analógico em película.
As suas fotografias são a preto e branco e a cores, em película e digital.
O seu trabalho fotográfico centra-se em Paisagens (Landscapes); Paisagens Marinhas (Seascapes);Retratos; Fotografia de Rua (Street Photography); Natureza Morta (Still Life); Natureza; Árvores; e Fotografia Conceptual.
Já participou em diversas exposições individuais e coletivas em várias localidades e espaços.
Tenho vários livros publicados com as minhas fotografias.
Vende fotografias para Colecionadores de Arte, Galerias de Arte e outras Instituições.
Vende fotografias impressas em papel FineArt no máximo 1/5.
ANTÓNIO CAMPO LEAL
Nasceu em Peso da Régua, em 1952, mas é culturalmente “tripeiro”. Químico por formação, fotógrafo profissional e professor de fotografia. Dedica-se à prática fotográfica desde 1969. Realizou várias exposições individuais e participou em exposições colectivas. É autor dos blogues Buracodeagulha e Escrita Fotográfica. Recentemente e por convite do Diretor do Centro Português de Fotografia, passou a estar representado na Coleção Nacional de Fotografia com cinco trabalhos. Todos com a utilização da técnica Fotografia Estenopeica. Saiu a 2ª edição do livro “Luz Nos Livros” em que mostra um trabalho utilizando a mesma técnica e que é a seu olhar sobrea Biblioteca/Arquivo de José Pacheco Pereira na Marmeleira. É um percurso que já vai longo e que teve inicio nos anos sessenta do século passado. Apaixonou-se pela Fotografia enquanto estudante, o seu curso de Preparador Químico proporcionou-lhe uma formação que sustentou o alargamento de conhecimentos técnicos variados. Esteve ligado à Comunicação Social durante vários anos, tendo colaborado em “O Diário”, “Comércio do Porto e “Auto-Hoje”. Na década de 90 deixaria os jornais e colaboraria no arranque de um Estúdio surgido no Porto, passando mais tarde a colaborar com o Departamento de Óptica Electrónica do INESC-Porto. Trajecto diversificado relativo à divulgação da fotografia, levaram-no ao ensino de diferentes matérias em variadas instituições, dedicadas ao ensino da Fotografia. O caminho da partilha de conhecimentos começou muito jovem. Em relação directa com a sua formação técnica em Química. O seu razoável domínio do Francês e a existência de variadas publicações nessa língua, facilitou o adquirir saberes que logo partilhou. Regressado do Serviço Militar Obrigatório e estimulado por algumas solicitações, de forma organizada dá inicio a um percurso de ensino que passa por estabelecimentos do Ensino Secundário e a colaboração com a Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina-UP. Motivado por amigos, interessados em aprofundar os conhecimentos em torno de uma prática muito intuitiva, dá inicio a “Oficinas” em que trabalhava com grupos reduzidos. Já no desenvolvimento da sua actividade de Foto-Reporter decide matricular-se num denominado, Curso Superior de Fotografia e que era ministrado na Cooperativa Arvore – Ensino. Não fica convencido e anula a matricula. É então convidado por Júlio de Matos a ministrar a cadeira de “Materiais e Processos da Fotografia”. É assim que tem inicio um novo trajecto, o do Ensino e que vai ser preenchido com diferentes instituições e matérias curriculares. ACE_Academia Contemporânea do Espectáculo (área de imagem), onde leciona Técnica Fotográfica, Laboratório Preto e Branco e Fotografia de Cena. A sua mudança para Lisboa leva-o a apresentar duas propostas de trabalho ao Instituto Português de Fotografia. São elas “Fotografia de Arquitectura e Interiores” e “Fotografia de Artes Plásticas”, a primeira é aprovada e tem inicio um novo caminho.Assim e sucessivamente é-lhe entregue um conjunto de disciplinas as quais tinham feito parte do seu percurso profissional. Além de “Fotografia de Arquitetura e Interiores, para a qual projetou a matéria a lecionar e escreveu um conjunto de apontamentos de trabalho, lecionou, Grande-Formato (banca técnica), Iluminação, Estúdio, Foto-jornalismo e Fotografia Aplicada. A sua aproximação à Fotografia Estenopeica (vulgo pinhole) verificou-se no final da década de setenta do sec. passado, a que retornaria em finais dos anos noventa e resultando na criação de um grupo de trabalho denominado de clube “buracodeagulha”, dando resposta ao interesse demonstrado por alguns dos seus alunos no curso profissional do Instituto Português de Fotografia – Lisboa. Assim surge a prática deste processo como matéria extra-curricular a que aderiram alguns alunos e que se desenvolveu ao longo de mais de uma década até à sua saída do IPF. Organizou diversas oficinas dirigidas a diferentes níveis de praticantes, sendo de destacar quer as oficinas dirigidas a crianças, Destaca o trabalho desenvolvido na Escola Superior de Educação de Lisboa, “II Encontro do Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências na ESELx” e “Conferência na Escola Superior de Educação de Lisboa”. Esta conferência foi dirigida a alunos do 2.º e do 1.º ano da Licenciatura em Educação Básica. Várias foram as conferências realizadas nos espaços FNAC, Lisboa e Porto. A partir de 2002 passou a marcar presença na iniciativa “Worldwide Pinhole Photography Day” passando mesmo a estar ligado à equipa de trabalho da iniciativa e no que à sua divulgação em Portugal diz respeito. Assim fez a ligação com diferentes órgãos de Comunicação Social, através de artigos e entrevistas. Realizou a exposição “Olhar a Luz” no espaço “Imagerie” Realizou o Encontro Internacional “ObidosPinholando” para o qual convidou alguns dos membros da equipa do “Pinhole Day International” os quais aderiram na totalidade. Bem como um significativo número de presenças nacionais. Integrou a acção “Bordalo e os Contemporâneos, iniciativa da galeria “NovaOgiva” em Óbidos, com o seu trabalho “Bordalo Com Alma” ilustrou fotograficamente a obra de Bordalo relativa à parte expositiva das peças de Bordalo Pinheiro. Realizou uma vasta recolha de imagens, muitas das quais em Fotografia Estenopeica e que deu origem à publicação do trabalho em livro “Luz Nos Livros”, integrado na Colecção Ephemera, da Biblioteca/Arquivo de José Pacheco Pereira e editado pela “Tinta da China”. Expôs no iNstantes – 7º Festival de Fotografia de Avintes – 2020. Nele apresentou dois trabalhos. Um em Fotografia Estenopeica, “Luz Nos Livros”, a partir de obra publicada na Coleção Ephemera, pela Editora “Tinta da China” resultado do olhar sobre a Biblioteca/Arquivo de José Pacheco Pereira, na Marmeleira. Expôs no Centro Português de Fotografia o Trabalho titulado “Um Livro na Parede”, resultante do material que fazia parte da edição “Luz Nos Livros” e produzido pela técnica da Fotografia Estenopeica. Em 2022 e no contexto do Dia Mundial da Fotografia Estenopeica recolheu um conjunto fotográfico denominado “Percurso da Luz No CPF” e que serviu de suporte à palestra com o mesmo nome, realizada a 24 de Abril de 2022.Convidado pelo Diretor do CPF/ Bernardino Castro entregou cinco fotografias para a Coleção Nacional de Fotografia. Três correspondendo ao trabalho titulado “CPF Percurso de Luz”, uma fazendo parte do livro “Luz Nos Livros” publicado pela Editora Tinta da China e que é o terceiro título da Coleção Ephemera. E uma avulsa com o título “Pendurado Em John Ford”.
ALVARO FREIXO GIL SILVA
Visual Arts
Trofa, 1989
Artist and Photografer
ANTÓNIO MORAIS
António Morais é cinematógrafo, fotógrafo, professor e sócio-fundador da empresa de produção Golpe Filmes. É membro convidado da Associação de Imagem Portuguesa, Profissional Certificado Independente (ICE, Independent Certified Expert) da Sony, Embaixador de imagens europeu da Sony e Embaixador da Fujinon em Portugal.
Tem um mestrado em Produção e Realização Audiovisual pelo Instituto Politécnico do Porto (IPP) e uma licenciatura em Som e Imagem pela Universidade Católica Portuguesa (UCP). Também tem uma especialização em fotografia profissional pelo Instituto Português de Fotografia (IPF), no Porto.
António trabalha como cinematógrafo em produções audiovisuais de todo o tipo desde 2009. Destaques: a série de televisão: The Asphalt Colour e o documentário Born In 48. Entre 2016 e 2017 foi cinematógrafo da série documental para televisão da Al Jazeera, Expats. De regresso a Portugal em 2018, trabalhou em várias produções audiovisuais, incluindo: o documentário Baptismo de Terra (2017), que ganhou o prémio de melhor cinematografia no Hollywood Women’s Film Festival (2019); Ashes (2018), uma curta-metragem vencedora do prémio de melhor fotografia no Planos – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Tomar (2018).
Também fez parte da plataforma de formação de ICE da Sony e foi professor no IPF e no Cineworkshops, no Porto. Foi docente do ensino superior entre 2009 e 2021, de cinematografia e fotografia, no IPP-ESMAD (Porto), IPB (Bragança), SAE Institute (Ammam, Jordânia) e UCP do Porto.

